Polestar 4 SUV resgata vidro traseiro e aposta na essência das peruas
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Novidades04/09/2026

Polestar 4 SUV resgata vidro traseiro e aposta na essência das peruas

Com traços de perua, o novo Polestar 4 SUV traz de volta o vidro traseiro, 544 cv e porta-malas generoso para desafiar de frente o segmento de luxo elétrico.

Ronan Guimarães

Ronan Guimarães

ROGU MOTORS

Quando a indústria automotiva tenta reinventar a roda apenas pelo apelo estético, o consumidor prático costuma responder com ressalvas. O Polestar 4 nasceu originalmente como uma mistura ousada de cupê com perua, mas chamou atenção mundial por um detalhe controverso: a ausência total do vidro traseiro, confiando a retrovisão exclusivamente a uma câmera digital. Agora, a marca sueca pertencente ao grupo Geely apresenta a carroceria SUV do modelo, produzida na Coreia do Sul, corrigindo essa excentricidade e resgatando o formato funcional que os verdadeiros entusiastas de peruas tanto admiram.

Por que a volta do vidro convencional faz toda a diferença no uso real?

Telas e câmeras digitais são fascinantes na concessionária, mas quem dirige no trânsito pesado de São Paulo, enfrentando a chuva na Marginal Tietê ou os trechos travados da Rodovia Presidente Dutra em Guarulhos, sabe que a percepção de profundidade de um espelho tradicional faz falta. No Polestar 4 SUV, a marca adotou um teto mais reto e uma tampa traseira verticalizada que permitiu a reinstalação de um vidro traseiro de verdade. O sistema de retrovisor por câmera agora passa a ser apenas opcional, devolvendo a visibilidade física imediata ao condutor.

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A boa engenharia automotiva escuta o motorista. Substituir o espelho físico por uma tela parecia futurista, mas no trânsito diário nada supera a naturalidade da visão direta e a praticidade de um bom espaço interno.

- Ronan Guimarães

Além do vidro, a nova silhueta trouxe benefícios práticos imediatos para a cabine. A segunda fileira de assentos ganhou 2,5 centímetros extras para a cabeça dos passageiros, detalhe fundamental para quem viaja atrás. O porta-malas acomoda 530 litros até a linha dos vidros e expressivos 655 litros até o teto, superando com folga utilitários médios convencionais. Com os bancos traseiros rebatidos, o volume chega a 1.665 litros de capacidade total, reforçado por barras de teto funcionais capazes de suportar até 100 kg de carga dinâmica.

Conjunto mecânico: potência de supercarro e recarga bidirecional

Montado sobre a moderna plataforma elétrica SEA, o Polestar 4 SUV entrega números de respeito em suas duas configurações. Ambas compartilham um conjunto de baterias robusto de 100 kWh com suporte a recarga rápida em corrente contínua de até 200 kW. O sistema inclui a tecnologia bidirecional V2L, fornecendo até 3,3 kW em tomadas de 230V para alimentar ferramentas ou equipamentos externos:

  • checkVersão com tração integral: dois motores elétricos que somam 544 cv e 70 kgfm de torque instantâneo, acelerando de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos, com autonomia declarada de 600 km no ciclo WLTP.
  • checkVersão com tração traseira: motor único de 272 cv e 35 kgfm de torque, com autonomia estendida para até 630 km no ciclo WLTP, focada em eficiência para viagens longas.
  • checkConectividade nativa: sistema de entretenimento integrado diretamente com a inteligência artificial Google Gemini, trazendo navegação preditiva e comandos de voz com compreensão de contexto.
  • checkVersatilidade de perua esportiva: espaço de carga amplo sem perder a postura dinâmica e rebaixada típica das saudosas station wagons executivas europeias.

Como o modelo se posiciona frente aos SUVs premium do Brasil?

No cenário brasileiro de usados e seminovos premium, o comprador de modelos consolidados como a Mercedes-Benz GLA 250 Sport busca equilíbrio entre esportividade, refinamento e liquidez. Embora um elétrico do porte do Polestar 4 encante pelo desempenho fulminante e pela isenção de rodízio na capital paulista, a realidade das nossas vias e a depreciação acentuada de importados elétricos de alta gama ainda exigem cautela. Carros a combustão consagrados mantêm facilidade de peças e valor de revenda muito previsível na Grande São Paulo.

Ainda assim, o movimento da Polestar mostra que a transição elétrica está amadurecendo: menos pirotecnia tecnológica desnecessária e mais foco no que sempre importou, como espaço para a família, segurança e prazer de condução.

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